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Prezado leitor
Esse é só pra informar que estou em novo endereço:
http://abimaelborges.blogspot.com
Obrigado pela visita.
Escrito por Abima às 20h20
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Derradeiro Beijo

Derradeiro Beijo
Eu,
Absurdamente vazio,
Vi no horizonte
O brilho ofuscante
Do teu olhar.
Meu corpo,
Embriagado do teu perfume,
Cambaleante seguindo em frente,
Indo em tua direção
Cheio de esperança de te encontrar.
Minha mente
Com fixo pensamento,
Idealizando mil palavras,
Para extasiar-te
De gracejos e doçuras,
Num encantamento de contemplação.
Vem
Fica agora com a minha alma
Que já é tua deste o nascimento.
Fica para ti o coração
Que não baterá mais por mim,
Já que ele agora é teu.
Toma que é teu
O meu amor de devoção.
Leva-me cativo
Para onde os amantes solitários
Encontrão o perdão
Por amar tão infinitamente.
E por fim beija-me
Com o derradeiro beijo ardente
De quem, conscientemente,
Ama pela última vez
No curso fúnebre
Da própria existência.
Abimael Borges
Categoria: Poemas
Escrito por Abima às 18h08
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PROTESTO
Meu primeiro protesto não será contra o incesto de amar o que é meu, será sim contra aquilo que me faz fugir de mim, será então contra as rimas dos meus versos que me lembram o reverso que a vida pode ser, assim será o meu protesto. Eu protesto contra a sorte que, na ilusão de que sou forte, vem-me à mente que a morte não tarda a vir; eu protesto contra o amor perfeito, que promete existir, mas me causa dor no peito e mal chega, quer partir; eu protesto contra a alegria, que a despeito da euforia não passa de fantasia e deixa logo de existir; eu protesto contra a mesa posta que se diz composta e se farta de bosta; e protesto contra o esmero que se gaba de perfeito contra a convicção que é segura de si contra a continuação que insiste em prosseguir e protesto contra o ócio contra a bonança nos negócios contra o jeito de sorrir a plenitude a mansidão e contra tudo que me acomode inclusive a solidão.
Escrito por Abima às 15h30
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Pela Meta(de) Amar
PELA META(DE) AMAR
Se
Quiçá
Talvez
Quem sabe
Amar pela metade
Sabe, mas
Porém
Contudo
Todavia
Entretanto
No entanto
Não obstante,
deixa de ser interessante.
Contudo, amar pela meta de amar dependente
Muito embora seja pela metade, incoerente
Mas nunca deixar de ver o mar à frente.
Porém, amar pela meta continuamente,
todavia nunca pela metade.
Para ser ar e dentes e cores únicas.
Por em toda via a meta de amar
Com tudo e tanto e sempre é bastante
Nada como antes ou talvez de antigamente.
E se quiser que seja diferente
Amar igualmente e para sempre
Pra não deixar de ser interessante.
Atraente
Fascinante
Instigante
Excitante
Provocante
E picante.
Categoria: Poemas
Escrito por Abima às 21h10
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COMO COLOCAR FEEDS EM SEU ORKUT?
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APRENDA A EDITAR FEEDS NO ORKUT Por Abimael Borges | |
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Olá pessoal, criei essa página especialmente para instruir meu leitores sobre como ficar sabendo de todas as minhas publicações na Internet sem precisar acessar meu blog. Você não precisa ler todo o blog pra escolher o que quer, agora basta você adicionar o meu endereço de feed RSS (http://abimaelborges.rssblog.zip.net/) e terá todas as atualizações em seu orkut. É prático. Leia com atenção as instruções a baixo e sabe como. |
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O que é Feeds? - Feed é uma forma de distribuição de conteúdo na internet.
Pra que serve? - Você estará coloncando uma página em seu orkut, onde vai aparecer o título dos poemas que eu publicar. Isso quer dizer que você não vai precisar entrar em meu blog para saber se eu coloquei um poema novo, ou um texto novo, ou uma notícia qualquer, você vai apenas olhar em seu orkut e vai saber o que eu coloquei em meu blog. É fácil e prático.
Como colocar feeds em seu orkut? - Essa é a finalidade desta página. Vou ensinar como receber automaticamente em seu orkut as atualizações que eu fizer em meu blog. Com base nessas instruções você poderá colocar outros feeds de seus sites preferidos em seu orkut. O orkut tem o limite de 5 feeds, ou seja, vc só poderá 5 paginas atualizáveis em seu orkut. Então vamos ao passo-a-passo.
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 Figura - 01
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ACOMPANHE O PASSO-A-PASSO
1º PASSO: Em sua página inicial do orkut, clique em editar feeds. Observe a figura 01 ao lado.
2º PASSO: Digite o endereço: http://abimaelborges.rssblog.zip.net/ no espaço url conforme mostro na figura 02 a baixo.
3º PASSO: Digite o texto que aparecer no espaço indicado e confirme, como mostra a figura 03 a baixo. Pronto. Você adicionou um feed. | |
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Figura 03 - Digite o texto que aparecer no espaço indicado e confirme, conforme a figura 03 a baixo. |
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Para mais esclarecimentos entre em contato comigo pelo orkut, msn ou pelo próprio blog. Para ir pro meu perfil no orkut, clique aqui,
Encontre outros feeds legais no site: www.feeds.com.br |
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http://abimaelborges.zip.net
Escrito por Abima às 12h31
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A CANÇÃO DO FIM
A fim de te proteger de mim Eu me destruí – me aniquilei Pra que seu sorriso fosse eterno Em meio ao ardor de meus infernos E as incertezas deste meu coração vadio Pra ter você sempre viva em mim Reluzente tal qual planta À beira dos riachos De minhas cachoeiras de embaraços Eu quis te poupar... E te poupando de mim Vi-me perto do fim Num despenhadeiro de ilusões
Só de pensar como eu te quis Dá-me logo ânsias mórbidas Sangue corre do nariz E meus olhos ardem de pesar No cair da noite eu sofri Porque o sonho não quis me acompanhar Na escuridão me arrependi Porque tive medo de enfrentar Na manhã seguinte eu chorei Eu estava vivo outra vez E tudo estava no mesmo lugar
Deram-me espelhos para eu me olhar Vi que meu reflexo não se refletiu E me perguntei quem estaria lá? Se lá não estou, quem está cá? Deram-me espaços para eu cantar A canção que era de dormir Eu já não sabia mais cantar E interpretei uma canção ao fim
Meu amor vá pra bem longe Eu não quero te ferir Sinto que sou tenebroso Meu desgosto é tão doentio Que pode contagiar Vou vagar por mil destinos Num deles morrer sozinho E tu segues teu caminho Para eu não te ver chorar

Categoria: Poemas
Escrito por Ab maEl às 18h34
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Transverso

TRANSVERSO
Sorrir
Apesar das emoções
Pra ser fácil de viver
Com os sorrisos mais banais
Com a inconstância do olhar
Voar
Entre nuvens e canções
Pra ser fácil de sentir
E julgar o coração
E olhar com o perdão
Sonhar
Com palácios de cristal
Pra entender o quanto é mal
A realidade de viver
E acertar nas opções
Nas escolhas que fizer
Ser
Tão descrente
Não acreditar em flores
Nos mais ardentes amores
Um avesso de Arlequim
Mesmo estando tudo em festa
Nunca dar valor às cores
Ao som belo das orquestras
Ao frescor dos odorantes
O transverso do reverso
No arremesso das circunstâncias
Abraçado à tolerância
O que é e o que quer ser
Acreditando na falência
Do inverso de outro ser
Mediando conflito armado
Entre Deus e o diabo
Categoria: Poemas
Escrito por Ab maEl às 09h24
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DIVISA

DIVISA
Abimael Borges
Quando a luz do sol definha
Entre pedras se rebate
E reflete-se fulgente pelo horizonte.
As almas encarnadas se dilatam
Num misto de mistérios e euforia.
Nesse instante breve agoniza
O dia inteiro e suas desditas
Seus sucessos e infernos vis.
Os ânimos mortais se desfazem
Num híbrido morno de esperança.
Sobre a terra desce latejando
À penumbra floresce solene
Sobre ermo vale se ergue
A doentia sombra do destino.
Ao acaso segue o espectro humano.
Vinga-se do atroz corpo a que se prende
Com amolada foice da paixão,
Acabam-se as forças do coração,
Os vagantes fantasmas amigos,
Encravam-na friamente no cerne.
A sombra de um corpo nu ao breu,
Sob úmida penumbra espreita,
Caçando-me num delírio besta,
Prende-me frente ao espelho
Ardente de paixão o corpo meu.
Andeja vagante na escuridão
Entre dois mundos, dois humanos,
Ambos declarados vagabundos,
Sorriem desolados deprimente,
Envergonhando sua própria criação.
Divisa estreita entre luz e trevas
O dia morre a morte é noite
A noite é vida a vida açoite
A tarde açoita as caveiras na parede
Deitadas elas viram pedras.

Escrito por ABS às 20h21
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Gota de Felicidade
Gota de Felicidade

A gota de felicidade
que um dia eu tive
se esvaiu de repente
Como pode a felicidade abandonar o coração da gente?
Perdi minha felicidade na pétala de uma rosa.
Como? Sendo ela tão meiga? Tão bondosa?
Sumiu minha felicidade na pétala de uma rosa.
E a rosa tão carinhosa
ressequida foi muchando
foi sumindo - foi secando
E em sua morte foi nascendo
uma tristeza horrorosa
Morreu minha felicidade na pétala de uma rosa.

Categoria: Poemas
Escrito por ABS às 11h57
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Andarilho Errante
Meu coração é um andarilho.
É um andarilho errante.
Percorre caminhos distantes,
Achando maravilhoso:
Quando vê uma flor
Desaba de amor;
Se uma pedra vir,
Desaba a sorrir;
Se alguém o machuca,
Diz que não teve culpa;
Se de novo o magoa,
Novamente perdoa.
Se lhe negam a mão,
Vai lá meu errante coração,
Andarilhando à toa.
Categoria: Poemas
Escrito por ABSírius às 18h40
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ANTIQUADO ESSE MÊS DE AGOSTO...
Ja começa com esse frio medonho, nordestino não se acostuma nunca, depois ainda me vem a ideia de que é nele que eu fico mais velho, pow, ninguém merece. Ainda bem que a casa dos 20 demora 10 anos pra passar, tirando os cinco que eu já passei, me sobra ae um bom tempo de curtição nessa casa de idade.
Falando em velhice eu também fui à festa em Arraial Santana, muita gente foi ver o Rodrigo do Forrozão Skema falar "Boa noite gente querida" com aquela voz grave que, como dizem as más linguas, não engana a ninguém, a parte a atração gay da festa, o mais foi tudo legal, sem menosprezar o pobre que, aliás, é muito querido por uma comunidade secreta aqui de Sátiro.
Lá pelas bandas das tres horas da manhã, decido que não volto a Sátiro, para não negar ao honroso convite do meu mano Eduardo de Chiquito, se bem que me ofereci um pouco, não sou nem um pingo santo. Então fomos e no dia seguinte, um domingo de inverno aquecido pelo brilho fosco do sol, fomos a um churrasco para comemorar a feliz aproximação da morte de um amigo nosso, digo, seu aniversário. Nos arredores da Baixa Preta, num elegante bar da roça, sob uma árvore que eu nem lembro o que era mas sei, no entanto, que tinha sombra e água fresca, digo, cerveja gelada e carne sobre a brasa, foi nesse âmbito que armamos nosso circo de fantásticos devaneios.
Eu que nunca peguei num violão, fiz um grande show que me rendeu fãs incontroláveis, foi preciso pedir segurança ao aniversariante, o mano Wilson da Topic, mas nesse exato momento surge um festeiro com as mãos cheias de ovos e faz um omelete na cabeça do pobre. Coitado, teve que montar a lambreta do Fabinho de Chiquito e volta ao Mimoso para tomar uma duxa, pois que ninguém suportava seu aroma. Foi, no entanto, uma justa comemoração, visto que todos nós precisamos de uma gemada de vez em quando, desde que sejam com ovos de galinha.
Quando vi aquele homem recheado de gema pensei com meus botões, será meus Deus que minha hora está chegando? Agosto quando chega me dá logo um arrepio, é uma coisa toda louca de passagem de ano, mudança de idade, velhice que se aproxima, e daí vem meus amigos todos dizendo "Feliz aniversário, rpz", eu penso novamente, será que não estão gozando de mim? Bom, mas é melhor pensar nesse DE MIM do que em um EM MIM, seria o fim de tudo, vixe Maria, Deus e o Diabo em Sátiro Dias.
Só hoje me consolei quando o amigo Fábio Ivan me disse, também tentando se consolar por não haver pegado a lambreta para vir a Sátiro por puro medo da chuva que ameaçou e não veio e acabou pegando uma comby ano não sei quanto que fez quase uma hora e meia para chegar, que temos mesmo é que nos conformar com essa ironias do destino, quem sabe lá um desses buracos (abismos) no meio da estrada já não estaria nos esperando para driblar o pneu e nos lançar ao cascalho? Ou quem sabe lá um desses ladrões de lambretas não está por ai querendo nos tragar? Bom, é melhor se conformar com os 5 km/h da comby.
Escrito por Por AbmaelBores(R) às 21h21
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SOLIDÃO

Não tenha medo de mim
Posso até parecer maléfica
Podes imaginar que comigo estarás sofrendo
Eu digo que não
Tome o meu abraço e aperte a minha mão
Não ande desacompanhado de mim
Sou eu a Solidão
Dé-me teu abraço e aperte a minha mão
Ande ao meu lado
Sou a Solidão
E não dramatize nossos momentos todos
Eles são a busca profundo de você mesmo
O teu mais nobre encontro com tua alma
Ela te revelará os segredos da vida
Mas não diga não a mim
Sou tua reflexão
Solidão
Escrito por Por AbmaelBores(R) às 14h04
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POESIA
As melancolias

A frágil ponte que sobre a vida pena
Ha de lembrar de te por algum dia
Oh negra noite que assombra o mundo
Quem sou depois de tudo que quebraste?
Um homem morto e vivo porque sonha
Eterno misiravel que desfruta a morte
Velando por querer te ter por algum dia.
Oh deuses supremos conhecedores do destino
Honrai-me o funeral com vossas cores quentes
que este coração latejante em meu peito
simplesmente jeme.
Mas sei, numa consciência breve e louca
que o universo em mim se derrete de medo
da lingua que desprende as chamas do inferno.
Ouçam malditas cores! Os tempos aqui se vão depressa.
Meu corpo se apodresse e pouco presta
a este espírito meu ensaboado.
Quem entre os humanos conhecem o poder
que há dentro de si e de outro ser?
Ainda bem! Exalto! Louvo a isso
Fosse o meu caminho cheio dos descobridores
Nem a força das águas devastariam tanto
Nem as guerras loucas me seriam rivais.
Devo os meus mistérios às sombras frias que o meu ser envolve
Nem ainda um brilho só me sobra aos olhos
que sobre ele ninguém derrame escarro.
ora, como pode o ser que se assemelhar
destruir a si e aos outros pra lucrar
a mera posse do desconhecido?
Digo, por conhecer a plenitude da velocidade no tempo
a inexplicável eternidade dos que hoje são mortais
que se derrama aos poucos sobre a vida falha
tornando-se pra sempre esgotável.
Se os ventos dos céus soubessem
esse estado meu de melancolia
saberiam por si dar meu diagnóstico:
O homem que se mata e aos outros por tão pouco
E as melancolias dos que se acham santos.
Abimael Borges, Fvereiro de 2005
Escrito por Por AbmaelBores(R) às 14h19
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Quem tem medo de crítica?
Faz um tempinho que eu não blogo sobre mim, o que estou vivendo agora. Mas recebi um e-mail da galera do Edgard pedindo que eu desse notícias. Hoje é 4 de dezembro e eu estou em Feira, no curso, como ja disse. Ocorre-me que melhor não poderia estar, adespeito de alguns contratempo que me sobrevieram ha alguns dias. Coisas passageiras. Depois eu blogo mais.
Escrito por Por AbmaelBores(R) às 08h29
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A beleza das cinzas
Árvore seca numa beleza rara
Uma montanha distante prende
O sol que rompe com o mundo
Que pouco a pouco abraça
A noite profunda e triste
Então a cena é única
Mesmo que se repita
Arvore secar à frente
Galhos que continuam a apontar o céu
Cascas mortas que se desprendem
Descem pó de madeira
Arvore seca distante da estrada
E o passageiro olha vendo-a finda
Já preste a virar madeira de fogo
- Uma vez fui árvore seca
Deixado para trás por alguns amores
Do tipo que se ver murchando
Folhas flores e frutos
Vão-se todos caindo aos poucos
Fica pelada apontando o céu
Como se de lá uma redenção viesse
Uma gota apenas me salvasse
Mas um pintor achou-a linda
Suas curvas desenhadas
Um fundo de cores quentes da tarde
Uma sombra preta comprida
E a pintou pra sempre em sua tela
A arvore seca não ta morta
Ta congelada no tempo
Numa beleza imutável – de pé
Para dizer a todos que passam
Inclusive ao pobre de mim
Que mesmo perdendo as folhas
Flores caídas ao vento
E sem esperanças de novos frutos
Há beleza nos galhos compridos
Apontando no céu, o infinito.
Ainda que a seus pés uma labareda
Inflamada pouco a pouco lhe queime
Ainda restará em nobreza
A beleza das cinzas
Abimael Borges, 25 de outubro de 2004
Escrito por Por AbmaelBores(R) às 14h20
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